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É por isso que o híbrido integrado já não é o seu plano B

Quinze anos de aposta no modelo cloud-first trouxeram benefícios reais, mas também surpresas significativas. O que começou como um movimento simples para reduzir a complexidade da infraestrutura acabou por expor um conjunto de desafios mais difíceis: dependência excessiva de fornecedores, imprevisibilidade de custos, vulnerabilidades de segurança e requisitos de soberania de dados que as arquiteturas exclusivamente cloud não estavam preparadas para resolver de forma eficaz.

Isso não significa que as organizações que enfrentam estas consequências estejam a abandonar totalmente a cloud. Significa apenas que estão a repensar a ideia de que cloud-first e cloud-only são exatamente a mesma coisa.

A promessa vinha com letras pequenas

O apelo da cloud nunca esteve em causa. Afinal, a proposta de valor é real: menor investimento inicial, implementação mais rápida e escalabilidade elástica. No entanto, como referiu Evan Kirstel, analista da indústria, numa conversa recente com a MITEL, a transição para a cloud aconteceu com “uma espécie de crença na promessa… sem grande hesitação ou compreensão de algumas das implicações de segunda ordem”.

Essas implicações estão agora bem visíveis. A expansão descontrolada de ambientes cloud tornou a governação mais difícil, enquanto os ambientes multi-fornecedor criaram novas exposições de segurança. Além disso, para organizações que operam em setores regulados ou em várias geografias, os requisitos de conformidade e residência de dados trouxeram desafios que não tinham sido considerados nos planos iniciais de migração.

A conclusão a que muitos líderes de IT e empresariais estão a chegar é simples: uma abordagem 100% cloud-first não resolveu todos os desafios relacionados com custos, complexidade ou experiência. Apenas deslocou alguns deles — e introduziu novos.

Hybrid como estratégia, não como fase de transição

Durante muito tempo, a infraestrutura híbrida foi vista como um estado temporário ou como o reconhecimento de que a migração total para a cloud exigia mais tempo, em vez de ser considerada uma arquitetura estratégica por direito próprio. Essa visão mudou significativamente.

Zeus Kerravala, fundador da ZK Research, descreve o modelo hybrid integrado como o padrão para um número crescente de organizações, precisamente porque permite posicionar dados e workloads onde realmente fazem sentido. Alguns workloads têm melhor desempenho on-premises. Alguns dados estão sujeitos a restrições regulatórias ou de privacidade que tornam impraticável a sua colocação em cloud pública. E determinadas áreas de negócio necessitam de controlo local devido a requisitos de latência que simplesmente não podem ser assegurados através de uma ida e volta constante à cloud.

A questão central é que a cloud deixou de ser a resposta automática. Passou a ser apenas uma opção entre várias, avaliada caso a caso consoante as necessidades específicas de cada workload.

O que as organizações aprenderam da forma mais difícil

Luiz Domingos, CTO da Mitel, descreve um padrão que se repetiu em diferentes indústrias: muitas empresas migraram para a cloud e acabaram por perceber que tinham perdido mais controlo do que esperavam. Proteções de segurança e privacidade de dados que pareciam suficientes na fase de planeamento revelaram-se inadequadas na prática. E a capacidade de adaptar workflows às necessidades específicas dos clientes tornou-se mais difícil em ambientes que não controlavam totalmente.

As soluções privadas com implementações híbridas tornaram-se a abordagem preferida para organizações que procuram flexibilidade operacional sem comprometer a proteção dos dados. Como refere Domingos, o objetivo é proteger os dados, impulsionar os workflows e construir soluções adaptadas às reais necessidades dos clientes — e não apenas às limitações da infraestrutura existente.

A arquitetura que está a ganhar forma

O que está agora a emergir é uma abordagem que Eric Hanson, CMO da Mitel, descreve como uma combinação deliberada: cloud pública onde faz sentido, cloud privada onde o controlo é essencial e infraestruturas modernas on-premises preparadas para IA e para suportar novas capacidades à medida que estas evoluem.

As organizações que estão a seguir este caminho fazem-no porque esta é, atualmente, a forma mais prática de alinhar a infraestrutura de comunicações com a estratégia de negócio a longo prazo. O hybrid integrado é, no fundo, o destino natural de um planeamento tecnológico mais ponderado.

Se a sua arquitetura atual parece mais herdada do que verdadeiramente desenhada, talvez seja o momento certo para avaliar se os pressupostos que sustentam a sua infraestrutura continuam válidos.

Fale com um especialista da Mitel sobre como construir um ambiente hybrid integrado pensado para o futuro da sua organização.

Informações imprensa

Para mais informações contactar EDC – Design e Comunicação

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