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Cloud, Contact Centers e IA nos setores financeiro e segurador: como equilibrar inovação e regulamentação

Os setores financeiro e segurador atravessam uma profunda transformação. Atualmente, os clientes esperam serviços digitais que funcionem de forma irrepreensível, 24 horas por dia, através do telefone, chat ou aplicações móveis. Ao mesmo tempo, as tecnologias cloud e as soluções baseadas em inteligência artificial estão a abrir novas oportunidades para tornar os processos mais eficientes e apoiar os colaboradores de forma mais eficaz.

No entanto, à medida que as possibilidades tecnológicas evoluem rapidamente, há um fator que continua no centro das atenções: a regulamentação. E com razão.

A regulamentação como princípio orientador para uma inovação sustentável

Na Alemanha e na União Europeia, existe um quadro regulamentar abrangente que garante que as instituições financeiras e seguradoras gerem dados, processos e riscos de forma responsável. As orientações da BaFin, os requisitos da DORA e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados não constituem um obstáculo à transformação digital. Pelo contrário, definem as bases para uma inovação segura.

A importância deste enquadramento torna se particularmente evidente quando falamos de soluções cloud e de inteligência artificial nos contact centers. A gestão de dados sensíveis dos clientes, o elevado volume de interações e os processos automatizados exigem total transparência sobre a forma como os dados são tratados, como as decisões são tomadas e como os sistemas são operados de forma estável e segura.

Porque estão os contact centers no centro desta transformação?

Em muitas seguradoras e instituições financeiras, o contact center é o principal ponto de contacto com o cliente. É aqui que se constrói a perceção da qualidade do serviço e se mede a eficiência dos processos.

Um dos passos mais importantes para modernizar esta experiência passa pela adoção da cloud. Os contact centers baseados na cloud oferecem a flexibilidade, escalabilidade e disponibilidade necessárias para responder ao aumento das exigências dos clientes. Além disso, permitem consolidar informação proveniente de diferentes sistemas e disponibilizar aos agentes dados relevantes dos clientes em tempo real.

É também neste contexto que se torna evidente porque razão a cloud exige uma atenção especial em setores altamente regulados. Sempre que dados sensíveis, como informação pessoal ou contratual, são processados em ambientes cloud, entram em vigor requisitos rigorosos. As organizações têm de conseguir identificar permanentemente onde os dados estão armazenados, quem lhes pode aceder e quais os mecanismos utilizados para garantir a sua proteção. A capacidade de auditoria é igualmente indispensável.

Por esse motivo, implementar um contact center na cloud é muito mais do que uma decisão tecnológica. Exige um conhecimento profundo dos requisitos regulamentares e da forma como estes devem ser incorporados na arquitetura e na operação da solução. O caso da Versicherungskammer Group, apresentado mais à frente, demonstra precisamente a importância de considerar estes aspetos desde o primeiro momento.

Se a comunicação omnicanal já é hoje uma realidade consolidada, a próxima grande transformação passa pela adoção da inteligência artificial.

Inteligência artificial nos contact centers: novas oportunidades, novas responsabilidades

As funcionalidades baseadas em inteligência artificial estão a abrir novas possibilidades, desde a automatização de pedidos mais simples até ao apoio inteligente aos colaboradores e à análise avançada das interações com os clientes. Os sistemas conseguem qualificar pedidos automaticamente, sugerir respostas aos agentes ou, em determinados cenários, interagir diretamente com os clientes.

Contudo, estas capacidades também trazem novas responsabilidades. Sempre que a inteligência artificial intervém ativamente na comunicação com o cliente, ganham relevância questões como a soberania dos dados, a transparência e a responsabilização. As organizações precisam de definir claramente até que ponto a IA pode atuar de forma autónoma e em que situações continua a ser necessária supervisão humana.

Também a análise das conversas e das interações representa um enorme potencial, mas está sujeita a regras rigorosas, sobretudo no que diz respeito à proteção de dados, à limitação da finalidade do tratamento da informação e à rastreabilidade dos processos.

Em conjunto, cloud e inteligência artificial demonstram que a inovação nos contact centers não pode ser dissociada do conhecimento especializado em matéria regulamentar.

Cloud e inteligência artificial como facilitadores da conformidade

As soluções cloud modernas não representam um risco para os setores regulados. Pelo contrário, podem ajudar as organizações a cumprir os requisitos regulamentares de forma mais eficaz do que muitas infraestruturas tradicionais instaladas localmente.

Estas soluções garantem elevada disponibilidade, capacidade de adaptação às necessidades do negócio e documentação completa dos processos. Paralelamente, disponibilizam mecanismos de segurança normalizados e estruturas bem definidas para auditorias e controlos.

No entanto, existe um fator determinante para o sucesso: cloud e inteligência artificial não devem ser implementadas de forma isolada. Uma solução sustentável resulta apenas da integração dos requisitos regulamentares na arquitetura tecnológica e nos processos operacionais desde o início do projeto.

Caso de estudo: Versicherungskammer Group

A experiência da Versicherungskammer Group demonstra como esta abordagem pode ser aplicada com sucesso.

Enquanto uma das maiores seguradoras públicas da Alemanha, a organização enfrentava o desafio de modernizar o seu contact center para responder ao aumento das expectativas dos clientes em termos de qualidade de serviço e comunicação digital. A solução anteriormente utilizada, instalada localmente, já não oferecia a flexibilidade necessária.

Com a implementação da plataforma Genesys Cloud CX, foi criada uma solução preparada para o futuro, capaz de reunir comunicação omnicanal, encaminhamento inteligente de contactos e funcionalidades de inteligência artificial.

Um dos principais fatores de sucesso foi a integração dos requisitos regulamentares em todas as fases do projeto. Enquanto integrador de sistemas e consultor especializado em Customer Experience, a Mitel acompanhou toda a implementação, assegurando que a solução cumpria as exigências definidas pela BaFin e pela DORA.

O resultado foi uma plataforma unificada para a gestão das interações com os clientes, uma melhoria significativa da experiência proporcionada, menor complexidade tecnológica e uma base sólida para futuras evoluções, incluindo assistentes inteligentes para apoio aos agentes.

Porque faz a experiência toda a diferença

A implementação de soluções cloud e de inteligência artificial em setores regulados está longe de ser um projeto convencional. Exige competências técnicas, conhecimento profundo da indústria e experiência consolidada na aplicação dos requisitos regulamentares.

Este caso demonstra que as organizações que trabalham com parceiros experientes conseguem conciliar inovação e conformidade de forma eficaz. Um integrador de sistemas que domina simultaneamente a tecnologia e o enquadramento regulamentar torna se uma verdadeira vantagem competitiva.

Conclusão: inovação e regulamentação caminham lado a lado

A cloud, os contact centers e a inteligência artificial constituem pilares fundamentais para o futuro dos setores financeiro e segurador. A regulamentação continuará a desempenhar um papel central em qualquer processo de transformação, não como um obstáculo, mas como um guia para uma inovação sustentável.

As organizações que integram os requisitos regulamentares desde o início dos seus projetos e contam com parceiros especializados criam as bases para um crescimento sólido, seguro e preparado para o futuro.

Informações imprensa

Para mais informações contactar EDC – Design e Comunicação

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